Pular para o conteúdo principal

Contando Minha Vida - Parte 4 | Meu primeiro emprego

Olá pessoal! 

Antes de ingressar na faculdade...

Hoje eu começo a falar sobre o agente motivador dessa personalidade que, por bem ou por mal, eu tenho até os dias de hoje: o meu pai. Ele era o exemplo de persistência, determinação, dedicação e conquista. Eu nasci de uma gravidez por acidente precoce quando meus pais tinham entre 19 e 20 anos. Minha mãe precisou largar o serviço, pois eu não me acostumava em nenhum escolinha. Meu pai precisou trabalhar bastante para manter nossa família. Quando eu tinha cerca de 2 anos, meus pais já tinham conseguido uma casa própria pela Companhia de Desenvolvimento Habitacional e Urbano (CDHU), que apesar de muito simples, era nossa. Dentro de 1 ano meus pais conseguiram trocar a casinha por uma apartamento que é até hoje o meu lar doce lar!

Desde pequena meu pai sempre foi muito exigente comigo e sempre me dizia que eu era capaz de tudo e que eu precisava ser independente. Isso marcou muito em minha vida e vocês perceberão nos posts que ainda irei redigir.

Quando estava prestes a terminar o Ensino Médio e ingressar na faculdade comecei a ficar desesperada para arrumar um emprego. Eu não havia sido aquela filha inteligente que meu pai desejava e por isso nem tentei ingressar em uma faculdade pública. E por ser muito orgulhosa queria pagar minha faculdade sozinha, mas além do orgulho, queria poder contribuir com meus pais de alguma forma. Pagando a faculdade seria um gasto a menos para o meu pai. Isso resume o desespero de arrumar um emprego para ontem! A primeira ideia que tive foi de procurar nos shoppings mais próximos e foi uma ótima ideia. Entreguei currículo num dia, no outro fiz a entrevista. Na semana seguinte fiz um teste e na outra semana já estava registrada. E feliz! doce ilusão

Eu não fazia a mínima noção do que era trabalhar, muito menos trabalhar como vendedora, muito menos em um shopping em pleno Dezembrão! Mas estava super empolgada com o primeiro e novo emprego. Vamos começar com a parte boa Eu aprendi a me maquiar lindamente, aprendi a andar de salto, ou melhor, subir e descer escadas de salto com 10 calças jeans nos ombros, conheci pessoas maravilhosas, vivi os momentos mais loucos de toda minha vida eu falo sério

Eu superei os dias de Natal, que não foram nada fácil. Para terem ideia eu acordava ás 7h, entrava ás 9h e saia teoricamente ás 24h, chegava em casa quase á 1, dormindo em pé. O maior problema não era o horário, mas ficar em pé quase 15h, subindo e descendo escada, de salto. Perdi todos os feriados e finais de semana, quando eu estava de folga, só queria dormir. Mas eu superei essa fase e comecei uma nova: serviço + facul.

No serviço eu só me desanimava cada dia mais e era na facul que eu ficava mais animada e um pouco mais feliz. Até que teve um dia que eu surtei o primeiro surto. Tive crises de enxaqueca e estresse profundo, tive que ficar afastada por cerca de 10 dias. E era totalmente psicológica as crises, eu estava em casa e me sentia ótima, mas era só sair de casa que a dor de cabeça voltava. O mais legal foi que quando voltei eles descontaram todos os meus dias, mesmo com atestado, alegando que não são obrigados a aceitar atestado de convênio particular. Enfim, depois desse surto em menos de um mês fui mandada embora. Ao contrário da maioria eu adorei, pois dessa forma continuava pagando a faculdade com meu seguro desemprego e rescisão. 

Eu fico indignada com aquelas pessoas que dizem que não conseguem serviço, que não tem dinheiro para pagar a faculdade e outras conversas mais. Pode apostar que apesar de mais difícil que seja existe uma vaga para você. As faculdades estão dando cada vez mais oportunidades e facilitando para terem o maior número de inscritos. Fora o governo que apesar de estar ao trancos e barrancos investe em programas como o FIES e o ProUni. Então, levanta essa bunda do sofá, sai do facebook e vai procurar novas oportunidades ao invés de reclamar. #prontofalei

Comentários

Top 3 do mês

Alegria!

Alegria não é só gargalhar de tudo e estar 100% de bem com a vida. Alegria é ter gratidão pela sua vida e conquistas. É dar um abraço aconchegante e cheio de carinho. É estar leve, mesmo diante dos dias mais difíceis e transmitir essa leveza a todos à seu redor. Alegria é olhar para trás e ver que mesmo com as pedras no caminho, e tropeçando em alguns momentos, você chegou onde queria e olhando assim, parece até que foi fácil, mas só você sabe o tamanho do desafio. Alegria é ser livre para sorrir. Sem ter que esconder, sem limites e com a intensidade que couber em cada momento. (Escrito em 04 de Maio de 2018)

Contando a minha vida - Parte 1 | A época da escola é a melhor

Hoje não foi um dia muito bom para mim, devido problemas com o transporte público cheguei atrasada no serviço. Na volta a chuva me pegou de jeito e nem o guarda-chuva conseguiu sobreviver a tempestade. Cheguei em casa com frio e toda molhada. Mas tudo bem, a vida é cheia de altos e baixos! Mesmo com tantas dificuldades eu não vou deixar de começar a lhes contar como ocorreu e continua ocorrendo o processo de mudança para a fase adulta na minha vida.  A época de escola é foi a melhor época que pude viver até hoje. É lá que podemos ser nós mesmos, rir, chorar, brincar, se divertir e fazer muita coisa que você vai se recordar para o resto da sua vida. Você só tem que tomar certos cuidados para não ter que carregar um fardo pesado nas costas consequentes de atitudes impensadas vividas nessa época que não se pensa muito antes de fazer as coisas.  Enfim... os anos vividos durante o Ensino Médio foram os melhores e os que eu fico com muita saudade. Eu não era a melhoooo...

É preciso acreditar'

Quando a vida lhe dá as costa e você sente-se como se todos estivessem de mal contigo. É nesse momento que precisamos nos levantar. Nada adianta, porém, apenas se levantar. Se não acreditar que pode mudar toda e qualquer circunstância nada irá adiantar. A mente é nosso sexto-sentido. Ela tem o poder de recuperar um enfermo, de fazer a auto-estima subir, de superar um trauma e diversas outras coisas boas. Mas também é responsável pelo bloqueio que sofremos depois de uma perda, dos apegos desnecessário e de tudo que nos impede de crescer e superar. Se nossa vontade é cozinhar uma cenoura, não adianta somente pensarmos na cenoura cozinhando se não acendermos o fogo. Como também necessitamos de nossa mente para poder criar temperos e maneiras de como podemos fazê-la. Assim é em nosso cotidiano. A mente é responsável pela fé, por 90% de tudo, mas ainda existe 10% e sem isso não conseguimos o resultado que desejamos. Precisamos unir a fé com nossas ações ligadas áquilo que decidimos alcanç...