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Onde está o amor?



Hoje eu acordei bem inspirada, pensativa e romântica. Estava lendo um livro que me ajudou a lembrar de como foi o início do meu namoro e confesso que isso me deixou ainda mais inspirada, digamos, quase flutuando.
E foi então que resolvi reviver esses momentos e compartilhar com vocês alguns episódios que poderão inspirar vocês também.

Vamos começar pelo dia em que esse amor resolveu sair do inconsciente e se tornar algo visível, principalmente para nós.

Talvez fosse medo, ou talvez só tivesse passado despercebido por nós. Mas o amor já existia e crescia todos os dias. Eu sou bem sincera em dizer que já desejava encontrar um amor, desses de dar um frio na barriga. Só que essa busca constante e os frequentes desencontros, ou desamores, já tinham feito eu acreditar que esse amor que eu sonhava não existia não! E foi quando deixei de correr atrás do amor que ele resolveu aparecer de forma discreta, quase imperceptível, porém intensa.

Primeiro éramos colegas de classe na faculdade, depois colegas do grupo de trabalhos, depois surgiram caronas, indicações de estágio, colegas de trabalho, amigos e então, AMOR!

Tá, eu resumi muito bem a sequência das coisas, mas é para chegar ao ponto mais rápido sem deixar todo mundo perdido. Voltamos então ao "colegas de trabalho".

Eu era nova no lugar e não entendia tão bem quanto ele, então precisava aprender como fazer os procedimentos corretos. Como não tínhamos lá tanto serviço assim, aproveitávamos para adiantar os trabalhos da faculdade e isso nos tornava ainda mais próximos. Sem contar as caronas, do trabalho para casa, de casa para a facul e da facul para casa. Fomos nos tornando mais próximos, o que é bem natural, afinal passávamos muito tempo juntos. Só que nem eu sei explicar direitinho como foi que a amizade se tornou amor. No entanto, tenho cá minhas sugestões.

O avô dele estava com um problema de saúde grave e bastante debilitado, como ele foi criado pelo avô, estava bastante abatido com a situação. Nós tínhamos um trabalho para entregar e precisávamos passar o final de semana nos dedicando a esse trabalho. Combinamos de ficar on-line o dia todo, conversando pelo messenger enquanto fazíamos o trabalho. Para diminuir a tensão dele, conversamos sobre vários assuntos e deixei várias mensagens de apoio. Afinal, não é isso que um amigo deve fazer? Nossa conversa ia muito bem, e apesar de tudo, conseguia sentir que de alguma forma estava aliviando a dor dele. Isso me fazia tão bem, que dava vontade de gritar para o mundo que eu era capaz de ajudar alguém. Era uma sensação tão boa.

Ainda no sábado ele parou de me responder de repente e isso foi me deixando preocupada. Será que ele está bem? Será que falei alguma bobagem? E o mais incrível é que ele demorou muito para voltar e eu continuava ali, esperando. E esperaria pela hora que fosse. Eu queria ter a certeza de que estava tudo bem. E ele voltou. Nossa que alívio.

Ele me contou tudo que havia acontecido. O avô apresentou uma piora e precisaram correr para o hospital. Não sei explicar, mas senti que ele só tinha ficado on-line novamente porque precisava de um conforto. E eu ofereci, sem pudor, sem pensar no que poderia ser entendido, o abraço mais sincero e verdadeiramente desejado. Ele agradeceu e continuamos a conversar por horas e horas. Viramos a madrugada distraindo a cabeça. E foi nessa conversa que senti uma vontade de poder ajudar ainda mais, o quão gostoso era ter a companhia dele, mesmo que virtualmente.

Começamos uma brincadeira de músicas, ele sugeria uma música para ouvirmos, e depois eu. Foram várias músicas e cada uma delas tinha uma mensagem por trás. Ao ouvir uma delas, fechei os olhos e sonhei. E não aguentei confessei o que estava sentindo, deixei me levar pelo sentimento que invadia meu coração e recebi a mesma confissão em troca. Ficamos surpresos, por minutos mais quietos, mas aposto que mais leves.

No domingo conversamos mais e a ansiedade em vê-lo na segunda-feira era imensa. Sentia um medo que ser tudo fantasia ou ilusão. E ao mesmo tempo queria que as horas passassem depressa.

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